segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ressuscitando...


Os bons amigos que fiz aqui devem ter percebido a minha ausência prolongada (43 dias). Devem ter pensado que eu abandonara minha flor, como é natural para blogueiros iniciantes que percebem que estão no ramo errado. Não, senhores, não se animem. Eu (ainda) não morri e prometo avisar quando acontecer!
Acabando a parte enrolation do post (minha especialidade!), vamos ao que interessa: o motivo da minha ausência. Estive estudando bastante esse tempo todo, mas vi que não deveria ter largado o blog. Vou tentar postar com certa freqüência, na medida do impossível (criatividade). Verdade seja dita, também lucrei bastante com essa dedicação maior à queima de pestanas e acho que não farei feio no dia 23 de novembro, data fatídica do meu vestiba.
Além de certa tranqüilidade para o término do ano, meter a cara nos livros me rendeu até alguns prêmios:
Assisto aulas de Matemática aos sábados na UFPB antes mesmo de ter sido aprovado no vestibular, com os mesmos professores do nível superior. (“Ah! Prêmio bacana esse, einh!”)
Participei de um concurso nacional de redações promovido pela Embrapa. Minha redação foi a campeã (acreditem!!!). A entrega do prêmio será em Brasília, dia 12 de outubro, no IX Simpósio do Cerrado. Vou ganhar PC novo, medalha, certificado e essas coisas, além do tur pela capital federal.
Mesmo não parecendo, pra mim isso é muita coisa. Nunca as minhas mãos suaram tanto. Eu nunca fui o centro das atenções na escola. Nunca fui a nenhum estado fora da região nordeste, nunca viajei de avião, nunca dei entrevista por telefone. Sempre foi difícil arrancar um “parabéns” das pessoas à minha volta. Agora sinto o prazer de conseguir algo por mérito próprio. Mesmo sendo uma simples viagem de avião com um PC na bagagem de volta.
Então, acho que terei assunto para mais algumas postagens que virão em breve. E agora, a melhor parte, vou visitar os blogs e ver o que andaram aprontando.
Abraço!

domingo, 10 de agosto de 2008

Um Mundo de Cegos


Penso muito sobre tudo (comecei mentindo). Sobre o mundo e sua órbita torta; sobre nossa linda sociedade produtora de sociopatas; sobre o que nos mantém por aqui; sobre o que chamamos de amor; sobre muitos outros pontos e vírgulas. Quem dera refletir sobre tudo isso me trouxesse algum fiapo de sabedoria ou um punhado de compreensão. Olhar para o nosso mundo me faz apenas desejar que todos nós fôssemos cegos. Não! Eu não odeio vocês, meus pacientes leitores. Podem considerar esse meu desejo como prova do mais puro altruísmo.
As coisas por aqui se tornaram tão absurdas que a visão vai perdendo o seu status de dádiva, tornando-se um fardo. Nossos olhos se habituaram com toda a miséria que nos cerca, com todas as desgraças, mazelas, atrocidades... Não conseguem mais mostrar emoção diante dos horrores, agora tão banais. Os olhos do mundo tornaram-se secos, cerebrais. Antes como as janelas da alma, hoje como um opaco vidro fumê.
Talvez, se eu e o resto do mundo fôssemos cegos, não diferenciaríamos as pessoas de acordo com aquilo que vestem. Também não hesitaríamos em ajudar vizinhos que gritam e morrem de fome, pois precisaríamos apenas ouvir seus clamores. Teríamos medo de cair, seríamos bem mais humildes. Os sentidos importantes seriam valorizados: tocar, sentir, cheirar, ouvir, apreciar. Tudo faria sentido! Eu precisaria apenas da voz do meu amor, do cheiro, do toque... e seria completo. Nós não precisaríamos ver o tempo passar, a noite chegar, o mundo cair. O mundo precisa perder os olhos para começar a enxergar! Seríamos abençoados com a perda da visão.
Queria muito ter a sensibilidade de um cego. Queria que o mundo tivesse o mesmo desejo. Assim, quem sabe, seríamos bem menos... cegos.


PS: Voltando ao mundo real, me desculpem pela ausência aqui e na página de comentários de vocês. =/ Meus primeiros dias pós-férias estão meio turbulentos, mas vou rezar pra ter tempo de postar aqui com mais freqüência e, o que me traz prazer ainda maior, visitá-los e comentá-los.
Ah, pra quem não sabe, a minha vida chama-se Danielle! (acesso de demonstração gratuita e repentina de amor, acontece sempre, relaxem!)
Abraços!